Bolsas e índices futuros operam em baixa nesta 6ª feira, após falas de membros do Fed e decisão do Banco da Inglaterra sobre os juros

Nos EUA, membros da autoridade monetária confirmam que novos aumentos das taxas de juros devem vir por aí. Na Europa, Banco da Inglaterra elevou em 0,50 ponto percentual a taxa do Reino Unido
23 de junho de 2023

A maioria das bolsas mundiais e os índices futuros dos Estados Unidos estão operando em baixa nesta manhã de sexta-feira (23), com os investidores repercutindo as falas do presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos), Jerome Powell, no Congresso americano, além de outros membros da autoridade monetária nos últimos dias.

Todas as falas convergem para a mesma direção: provavelmente serão necessários novos aumentos de juros para aproximar a inflação da meta de 2% estipulada pelo banco central dos EUA.

Na quarta-feira passada (21), Powell disse na Câmara que a pausa no aumento das taxas de juros é temporária. Em 14 de junho, o Fed interrompeu o ciclo de altas e manteve a taxa no intervalo de 5% a 5,25%.

Durante reunião do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara, ele disse que novos aumentos serão feitos em um “ritmo mais moderado” do que anteriormente. Os reajustes começaram em março de 2022, quando a taxa ainda estava no intervalo de zero a 0,25%.

Mais membros do Fed estão previstos para discursar nesta sexta-feira, o que vai ajudar os investidores a calibrarem as apostas de juros.

Outra notícia que trouxe consequências aos mercados foi a decisão do Banco da Inglaterra, que surpreendeu subindo os juros em 50 pontos-base, depois que os números de crescimento salarial e inflação vieram acima do esperado.

Brasil

O Ibovespa fechou o pregão de quinta-feira (22) em queda, devolvendo parte dos ganhos de anteontem (21). O principal índice da Bolsa brasileira caiu 1,23%, aos 118.934 pontos.

Segundo analistas do  mercado financeiro, os investidores repercutiram ontem a decisão sobre os juros do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, que manteve a Selic em 13,75% ao ano pela sétima vez consecutiva.

Nas negociações do dia Ibovespa, o dólar voltou a subir e fechou em alta de 0,08%, vendido a R$ 4,7717.

Europa

As principais bolsas da Europa operam com baixa, com os investidores digerindo as decisões sobre taxas de juros dos principais bancos centrais do mundo recentemente e seus impactos para a economia global.

Investidores ainda repercutem Índices de Gerente de Compras (PMIs, na sigla em inglês) da zona do euro, Reino Unido, França e Alemanha.

Ainda na frente de dados, a confiança do consumidor do Reino Unido, medida em uma pesquisa da GfK, subiu pelo quinto mês consecutivo e mais do que o esperado, apesar das intensas pressões do custo de vida e das preocupações com uma crise hipotecária que se aproxima.

FTSE 100 (Reino Unido), -0,54%
DAX (Alemanha), -0,57%
CAC 40 (França), -0,20%
FTSE MIB (Itália), -0,53%
STOXX 600, +0,07%

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA recuam nesta manhã e caminham para fechar a semana no vermelho, com possíveis aumentos de juros pesando no sentimento dos investidores.

Dow Jones Futuro (EUA), -0,33%
S&P 500 Futuro (EUA), -0,51%
Nasdaq Futuro (EUA), -0,72%

Ásia

As bolsas da Ásia fecharam no negativo, com os investidores digerindo dados de inflação do Japão e de Cingapura, bem como estimativas do banco au Jibun sobre a atividade manufatureira e de serviços do Japão.

Em maio, a inflação do Japão diminuiu ligeiramente para 3,2% em relação ao ano anterior, abaixo dos 3,4% de abril, mas ainda acima da meta de 2% do BOJ.

Por sua vez, o índice de preços ao consumidor de Cingapura subiu 5,1% na comparação anual em maio, abaixo dos 5,5% esperados por economistas.

Os mercados da China continental estão fechados para um feriado na sexta-feira.

Shanghai SE (China), fechado por feriado
Nikkei (Japão), -1,45%
Hang Seng Index (Hong Kong), -1,71%
Kospi (Coreia do Sul), -0,91%
ASX 200 (Austrália), -1,34%

Petróleo

As cotações do petróleo operam com forte baixa e caminham para uma queda superior a 3% na semana, puxados por temores com a demanda e pelas perspectivas de crescimento econômico. A valorização do dólar, que subiu 0,3% nesta semana, também pode pesar na demanda por petróleo ao encarecer o combustível para detentores de outras moedas.

Petróleo WTI, -1,77%, a US$ 68,28 o barril
Petróleo Brent, -1,55%, a US$ 72,99 o barril

Agenda

Nos Estados Unidos, a semana termina com destaque para a divulgação do Índice de Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês), bem como para mais falas de integrantes do Fed (Federal Reserve).

Por aqui, no Brasil, o relator da reforma tributária, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), apresentou na véspera (22) a versão preliminar de seu substitutivo da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 45), que altera o sistema tributário. A matéria prevê a fusão de 5 impostos em IVA dual e 3 alíquotas. Não estão previstas divulgação de indicadores econômicos nesta sexta-feira (23).

Redação ICL Economia
Com informações das agências de notícias

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