Bolsas internacionais operam em alta nesta segunda-feira (12), em semana marcada por dados da inflação nos EUA e na Europa

Amanhã (13), será divulgado nos EUA o índice de preços ao consumidor, um importante termômetro da economia norte-americana usado pelo Fed para definir a taxa básica de juros do país
12 de setembro de 2022

Na expectativa da divulgação da inflação dos EUA e da Europa esta semana, as bolsas internacionais operam em alta nesta manhã de segunda-feira (12). Na Ásia, mesmo com o fechamento das bolsas na China, Hong Kong e Coreia do Sul, as bolsas também encerraram o dia em forte alta.

Amanhã (13), será divulgado nos EUA o índice de preços ao consumidor, um importante termômetro da economia norte-americana usado pelo Fed (Federal Reserve) na definição da política de juros. Na próxima semana, a autoridade monetária realiza reunião para definir a nova taxa básica de juros. As sinalizações que vêm sendo dadas até agora pelos dirigentes da instituição é de que uma política mais agressiva de reajuste deve ser mantida.

A expectativa do mercado é de que índice de preços ao consumidor dos EUA volte a perder fôlego, marcando 8% de alta. Por outro lado, o núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, pode se acelerar, o que reforça o consenso de que o Fed volte a aplicar outra grande alta dos juros, depois de dois acréscimos consecutivos de 0,75 ponto percentual para controlar a inflação, que se mantém em patamares elevados.

Já na zona do euro, a moeda do bloco registrou a maior apreciação frente ao dólar em seis meses depois que o presidente do Bundesbank (banco central da Alemanha), Joachim Nagel, demonstrou apoio às novas altas das taxas de juros europeias para controlar a escalada da inflação na região. Somada a essa notícia, a recuperação de território ucraniano também influenciou a cotação da moeda da zona do euro, que disparou 1,2%.

Além do indicador de preços dos EUA, os investidores também estarão de olho no comportamento da inflação em agosto nos países europeus, que também será divulgada esta semana.

Brasil

O Ibovespa fechou o pregão de sexta-feira (9) em alta acentuada puxado pelo dia positivo nos mercados externos diante da alta das commodities, o que fez a Vale subir mais de 7% nas negociações do dia. O principal índice da Bolsa de Valores subiu 2,17%, a 112.300 pontos. Na semana, a bolsa acumulou alta de 1,30%.

Segundo analistas do mercado financeiro, os investidores passaram o dia observando os rumos das taxas de juros no exterior. Na quinta-feira (8), o Banco Central Europeu elevou a taxa básica de juros do bloco a 0,75%. De uma forma geral, as bolsas no exterior subiram com o avanço nos preços do petróleo.

O dólar comercial fechou o dia em baixa de 1,13%, cotado a R$ 5,147 na compra e R$ 5,148 na venda. Na semana, a moeda americana acumula queda de 0,73%.

Europa

As bolsas europeias estão operando em trajetória ascendente na manhã desta segunda-feira, acompanhando o ritmo das sessões recentes. Na semana passada, o BCE (Banco Central Europeu) aumentou a taxa básica de juros em 75 pontos-base, algo sem precedentes, mas já esperado. Há sinalizações de que, a depender dos dados econômicos da região, novos aumentos podem ocorrer no futuro.

FTSE 100 (Reino Unido), +1,34%
DAX (Alemanha), +1,71%
CAC 40 (França), +1,24%
FTSE MIB (Itália), +1,32%

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA também operam em alta nesta manhã, com os investidores à espera dos dados de inflação ao consumidor, que serão divulgados amanhã. Esse dado é utilizado pelo Fed (Federal Reserve) para definir a nova taxa básica de juros, o que acontecerá na próxima semana, quando a autoridade monetária se reúne. A maioria dos investidores aposta que o Fed vai elevar os juros em 75 pontos-base no próximo dia 21 de setembro.

Ontem (11), Janet Yellen, secretária do Tesouro dos EUA, afirmou que o país enfrenta “risco” de recessão, já que sua batalha contra a inflação pode desacelerar a economia do país, mas ainda pode ser evitada.

Dow Jones Futuro (EUA), +0,55%
S&P 500 Futuro (EUA), +0,67%
Nasdaq Futuro (EUA), +0,78%

Ásia

A bolsas asiáticas também encerraram a sessão desta segunda-feira (12) em forte alta, mesmo com o fechamento das bolsas na China, Hong Kong e Coreia do Sul, devido ao festival da Lua. O Nikkei 225, do Japão, subiu 1,16%, fechando a 28.542 pontos. Por sua vez, o índice Topix avançou 0,75%, a 1.980 pontos, com as ações do setor de viagens tendo ganhos com relatos de que as restrições à entrada no país podem diminuir.

Shanghai SE (China), não abriu
Nikkei (Japão), +1,16% (fechado)
Hang Seng Index (Hong Kong), não abriu
Kospi (Coreia do Sul), não abriu

Petróleo

No mercado de commodities, os preços do petróleo sobem cerca de 1% após caírem mais cedo com as perspectivas de demanda global de combustível instável, motivada pelas restrições impostas pelo avanço da Covid-19 na China.

Petróleo Brent  +0,95%, a US$ 93,77 o barril

Petróleo WTI + 0,81%, a US$ 87,53 o barril

Agenda

Agenda esvaziada nesta segunda-feira (12), mas a atenção do mercado está voltada ao índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês), que será divulgado amanhã (13). O número deve mostrar se a escalada de juros conduzida pelo Fed está sendo capaz ou não de conter o avanço da inflação no país.

Por aqui, no Brasil, o noticiário político ganha cada vez mais destaque com a proximidade do primeiro turno das eleições. O destaque de hoje vai para a posse de Rosa Weber, que assume a presidência do STF (Supremo Tribunal Federal). No âmbito econômico será divulgado o Boletim Focus e a Balança comercial semanal.

Redação ICL Economia
Com informações das agências

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