Bolsas mistas e índices futuros em alta em semana marcada por decisões sobre os juros nos EUA e Brasil

Na quarta-feira (20), saem as decisões de política monetária tanto dos Estados Unidos quanto do Brasil. Por aqui, a dúvida é com relação ao tamanho do corte da Selic, atualmente em 13,25% ao ano.
18 de setembro de 2023

Enquanto os índices futuros estão operando no campo positivo, nesta manhã de segunda-feira (18), as bolsas da Europa operam em baixa, assim como fecharam os mercados asiáticos, em uma semana marcada por decisões sobre juros nos Estados Unidos, Japão, Inglaterra e, também, no Brasil.

Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Banco do Japão (BoJ), Banco Popular da China, Banco da Inglaterra (BoE) e Banco Central do Brasil vão definir, cada um a seu modo, suas políticas monetárias e, portanto, qual será o custo do dinheiro.

Nesta manhã, também está no radar dos investidores o aumento dos preços do petróleo, cujo barril continua atingindo máximas que não eram vistas havia 15 meses.

Na quarta-feira (20), saem as decisões de política monetária tanto dos Estados Unidos quanto do Brasil. Por aqui, não há muitas dúvidas entre os analistas de que haverá mais cortes na taxa Selic, atualmente em 13,25% ao ano. A dúvida é em relação à magnitude do corte.

Nos EUA, a aposta majoritária é na manutenção dos Fed Funds, atualmente entre 5,25% e 5,50%.

Na Ásia, o banco central do Japão divulgarão suas decisões sobre juros na sexta-feira (22).

Na Europa, na semana passada, o Banco Central Europeu aumentou as taxas de juro em 25 pontos-base, décimo aumento consecutivo, levando a sua taxa principal para um máximo histórico de 4%.

Brasil

O Ibovespa fechou o pregão de sexta-feira (15) em queda, com o mau humor dos mercados norte-americanos devido à greve simultânea em três das maiores montadoras de veículos do país. O principal índice da Bolsa brasileira recuou 0,53%, aos 118.758 pontos.

Segundo analistas do mercado financeiro, os investidores ficaram atentos ao início da greve das maiores montadoras dos Estados Unidos. O quadro trouxe preocupações, uma vez que a paralisação, caso se reverta para  uma greve geral, pode gerar um impacto de US$ 500 milhões em seus lucros por semana.

Nas negociações do dia do Ibovespa, o dólar ficou estável frente ao real, cotado a R$ 4,87.

Europa

As bolsas da Europa operam no campo negativo, após a queda dos seus pares da Ásia-Pacífico, enquanto os investidores aguardam uma semana de decisões sobre os juros dos principais bancos centrais do mundo.

O Banco da Inglaterra deve divulgar sua decisão na quinta-feira (21). As previsões são quase unânimes de um aumento de 0,25 ponto percentual, dado o encolhimento da economia do Reino Unido nos últimos meses.

FTSE 100 (Reino Unido), -0,02%
DAX (Alemanha), -0,43%
CAC 40 (França), -0,75%
FTSE MIB (Itália), -0,29%
STOXX 600, -0,42%

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam com alta nesta manhã de segunda-feira, enquanto investidores aguardam a próxima decisão política do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA), na quarta-feira (20).

O consenso prevê manutenção da taxa no atual patamar, em um intervalo que vai de 5% a 5,25%.

Dow Jones Futuro (EUA), +0,03%
S&P 500 Futuro (EUA), +0,06%
Nasdaq Futuro (EUA), +0,10%

Ásia

As bolsas da Ásia fecharam com baixa em sua maioria, com investidores aguardando decisões sobre os juros na região. O BoJ (Banco do Japão) será o centro das atenções na Ásia nesta semana.

A expectativa é de que não sejam anunciadas mudanças na reunião de sexta-feira. O foco dos analistas será o comunicado sobre o futuro das taxas de juros negativas, depois que o presidente da autoridade monetária, Kazuo Ueda, ter mencionado recentemente a possibilidade de eliminá-las.

Outra notícia aguardada para a quarta-feira na região vem da China. Espera-se que as taxas de empréstimos principais do gigante asiático permaneçam inalteradas.

Shanghai SE (China), +0,26%
Nikkei (Japão), +1,10%
Hang Seng Index (Hong Kong), -1,39%
Kospi (Coreia do Sul), -1,02%
ASX 200 (Austrália), -0,67%

Petróleo

Os preços do petróleo operam com alta, impulsionados pelas previsões de um aumento do déficit de oferta no quarto trimestre, após a Arábia Saudita e a Rússia prolongarem os cortes e pelo otimismo de uma recuperação da procura na China, o maior importador mundial de petróleo.

Petróleo WTI, +0,15%, a US$ 94,07 o barril
Petróleo Brent, +0,29%, a US$ 91,03 o barril

Agenda

Com a agenda internacional de dados econômicos esvaziada nesta segunda-feira, o radar dos mercados está voltado para a “Super Quarta”, quando saem as decisões de política monetária tanto dos Estados Unidos quanto do Brasil.

Amanhã (19), saem nos EUA os dados do mercado imobiliário, que sinalizarão como está a economia do país.

Por aqui, no Brasil, no campo político, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo no fim de semana que pretende concluir a votação da PEC da reforma tributária ainda em outubro, assim que o texto sair do Senado. Ele também acredita na aprovação do projeto de lei de tributação das offshores após o governo alterar alguns pontos da matéria. “Haverá, a princípio, taxação cambial e variação cambial. Haverá uma tributação de 15% a 22%, a depender do tempo das aplicações dos fundos. Prazo de investimento mais curto, mais imposto, mais longo, menos imposto”, disse Lira. Na seara econômica, saem hoje o IGP-10, IPC-S e Boletim Focus, previsões do mercado financeiro compiladas pelo Banco Central.

Redação ICL Economia
Com informações das agências de notícias e do InfoMoney e Bloomberg

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