Índices futuros e bolsas da Europa começam o dia no positivo, com mais dados macroeconômicos no radar

Por aqui, os destaques da agenda de indicadores são o PMI de serviços, com dados de dezembro; os números do crédito bancário; e preços ao produtor de novembro.
4 de janeiro de 2024

Os índices futuros de Nova York e as bolsas da Europa estão em trajetória positiva, nesta manhã de quinta-feira (04), revertendo as perdas da véspera, quando fecharam em baixa diante dos sinais de que a economia norte-americana permanece resiliente e após a divulgação da ata da última reunião do Fomc (Comitê de Mercado Aberto) do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA).

O documento apresentou a visão da instituição de que a inflação está mais moderada. Ao mesmo tempo, o Fed tentou reduzir um pouco a expectativa de ínício de corte de juros mais vigoroso na reunião de 20 de março diante dos indicadores que ainda mostram vigor da economia estadunidense.

Somado a isso, a Nasdaq fechou ontem pela segunda vez consecutiva com perdas, no pior desempenho desde outubro, com forte desvalorização das ações da Apple após rebaixamento de recomendação por banco na antevéspera.

Com relação à política monetária, a ferramenta FedWatch do CME Group mostra o mercado ainda otimista. Dos consultados, 66,5% acreditam que a autoridade monetária vai reduzir as taxas de juros para um intervalo entre 5,00-5,25% (ante 73,4% em 29 de dezembro e 69,6% em 2 de janeiro).

No mercado de Treasuries, a reação a divulgação da ata do Fomc fez com que rendimentos subissem em primeiro momento e depois se acomodassem. Hoje, o retorno do título de dez anos sobe 1,8 ponto-base (pb), a 3,925%. O título com vencimento de 2 anos recuou de 0,8 pb em seus rendimentos, a 4,312% e com vencimento de 5 anos sobe 0,5 pb em seus retornos, a 3,898%.

Para hoje, são aguardadas as divulgações da pesquisa ADP de empregos privados nos Estados Unidose, na sexta, o mais importante dado do setor será divulgado, com a apresentação dos números do payroll.

Haverá, ainda, a divulgação de PMIs de serviços ao redor do mundo, com dados da China surpreendendo ao subir 52,9 ante os 51,5 projetados no consenso LSEG. São esperados os dados da Alemanha, França, Reino Unido e Zona do Euro.

Por aqui, o destaque será para o PMI de serviços, com dados de dezembro, a divulgação dos números de crédito bancário e de preços ao produtor de novembro, e os dados semanais de fluxo cambial.

Brasil

Mesmo com a pressão do mercado externo, o Ibovespa fechou o pregão de quarta-feira (3) com alta de 0,10%, aos 132.833,95 pontos, puxado pelas ações da Petrobras (para saber como foi o fechamento do mercado brasileiro ontem, clique aqui).

A petroleira brasileira, que está entre os papéis de maior peso na bolsa brasileira, foi beneficiada pela alta dos preços do petróleo no mercado internacional, devido ao aumento das tensões no Mar Vermelho.

Nos Estados Unidos, as bolsas repercutiram os indicadores macroeconômicos que mostram uma economia ainda resiliente e joga dúvidas sobre o futuro da política monetária no país.

Nas negociações do dia, o dólar encerrou o pregão com leve queda de 0,01%, a R$ 4,9151 no mercado à vista.

Estados Unidos

Os índices futuros de Nova York se recuperam após quedas nas duas primeiras sessões do ano, motivadas pela baixa das ações do setor de tecnologia e pela divulgação da ata do Fomc.

Dow Jones Futuro (EUA), +0,13%
S&P 500 Futuro (EUA), +0,08%
Nasdaq Futuro (EUA), +0,07%

Europa

As bolsas da Europa abriram com alta hoje, após duas sessões desfavoráveis. Todos os setores estavam em território positivo na manhã de quinta-feira, com as ações de petróleo e gás subindo 1,3%, acompanhando a alta da commodity.

FTSE 100 (Reino Unido), +0,23%
DAX (Alemanha), +0,37%
CAC 40 (França), +0,28%
FTSE MIB (Itália), +0,62%
STOXX 600, +0,41%

Ásia

Por sua vez, os mercados asiáticos operam majoritariamente em baixa hoje, com perdas lideradas pela China e pelo retorno das operações na Bolsa do Japão, em sua primeira sessão de 2024 após o país enfrentar um  terremoto e um grave acidente envolvendo a Japan Airlines.

As bolsas da região também repercutiram os mercados globais da véspera, após a divulgação da ata do Fomc.

Shanghai SE (China), -0,43%
Nikkei (Japão), -0,53%
Hang Seng Index (Hong Kong), estável
Kospi (Coreia do Sul), -0,78%
ASX 200 (Austrália), -0,39%

Petróleo

Os contratos de petróleo seguem em alta após subirem cerca de 3% na véspera com notícias sobre interrupções de operações na Líbia e novos ataques no Mar Vermelho. O mercado petroleiro também repercute o comunicado da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), no qual reforça seu compromisso com a unidade e a estabilidade do mercado, em alusão à saída da Angola.

Petróleo WTI, +1,5%, a US$ 73,79 o barril
Petróleo Brent, +1,21%, a US$ 79,19 o barril

Agenda

Nos EUA, saem hoje a pesquisa ADP de dezembro, com projeção do consenso LSEG de criação de 115 mil vagas no setor privado; e pedidos de auxílio-desemprego (semanal), com projeção LSEG de 216 mil pedidos.

Por aqui, no Brasil, no campo político-econômico, a medida provisória editada em 29 de dezembro pelo governo Lula exclui do programa de desoneração da folha de pagamentos oito dos 17 setores até então atendidos pelo benefício. Entre os excluídos estão atividades que constavam do programa desde o início da sua vigência, em 2011, como têxteis e confecções. “Não há nenhuma razão plausível para que isso tenha ocorrido, sendo um setor pioneiro nessa agenda junto de calçados e da área de tecnologia da informação”, diz Fernando Pimentel, que preside a Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil). Na agenda de indicadores, saem hoje os dados do crédito bancário, preços ao produtor, PMI de serviços e fluxo cambial.

Redação ICL Economia
Com informações das agências de notícias, InfoMoney e Bloomberg

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