Índices futuros e bolsas mundiais operam no negativo à espera da divulgação dos dados da inflação nos EUA amanhã (10)

Ontem (8), discurso da secretária do Tesouro, Janet Yellen, acendeu o alerta amarelo nos mercados. Ela disse que não aumentar o teto da dívida dos EUA seria uma “catástrofe econômica" não somente para a economia norte-americana, mas para a global
9 de maio de 2023

Os índices futuros dos Estados Unidos e as bolsas da Europa começaram a manhã desta terça-feira (9) operando no campo negativo, com os investidores na expectativa da divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) nos EUA, previsto para amanhã (10).

O indicador é um importante termômetro para o Fed (Federal Reserve) estabelecer a política monetária norte-americana. Hoje, os investidores estarão atentos aos discursos do governador do Fed, Philip Jefferson, e do presidente da autoridade monetária em Nova York, John Williams, os quais podem transmitir sinais sobre os próximos passado dos juros do país, após o reajuste de 0,25 ponto percentual este mês, para uma faixa anual de 5,00% a 5,25%.

Ontem (8), a secretária do Tesouro, Janet Yellen, disse que se o Congresso não aumentar o teto da dívida do país, isso seria uma “catástrofe econômica”. Há uma pressão da Casa Branca sobre parlamentares Republicanos, partido de oposição a Joe Biden, para que viabilizem o aumento do teto.

Notícia veiculada pela Reuters dá conta de que ela estaria ligando pessoalmente para líderes empresariais e financeiros dos Estados Unidos para explicar o impacto “catastrófico” que um calote dos EUA sobre sua dívida teria sobre aquele país e as economias globais.

Já na Ásia, a maioria das bolsas também fechou em baixa com a repercussão dos dados econômicos da China.  As importações chinesas caíram 7,9%, abaixo do esperado, o que levanta questões sobre a força da recuperação econômica da segunda maior economia do planeta.

No Brasil, o destaque vai para a divulgação da ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que poderá trazer sinais se haverá ou não início do ciclo de suavização da taxa básica de juros (Selic) nas próximas reuniões.

Brasil

O Ibovespa fechou o pregão de segunda-feira (8) em alta, puxado pela valorização do petróleo e do minério de ferro no exterior. O principal índice da Bolsa brasileira avançou 0,85%, aos 106.042 pontos.

Segundo analistas do mercado financeiro, os investidores também repercutiram hoje no Ibovespa a indicação de Gabriel Galípolo, atual secretário-executivo do Ministério da Fazenda, para a diretoria do Banco Central. Também foi indicado Ailton Aquino dos Santos para o cargo de diretor de fiscalização da autarquia. Os dois nomes ainda precisam passar por sabatina no Senado Federal antes assumirem as posições no BC. Caso Galípolo seja aprovado no Senado, Dario Durigan deverá assumir seu posto como novo nº 2 da Fazenda.

Nas negociações do dia, o dólar fechou em alta de 1,37% frente ao real, a R$ 5,011 na compra e a R$ 5,012 na venda.

Europa

As bolsas da Europa com baixa na sessão de hoje, com os investidores locais também à espera dos dados da inflação dos EUA amanhã (10).

No campo corporativo, o UBS Group anunciou ontem que o CEO do Credit Suisse, Ulrich Koerner, se juntará ao conselho executivo da nova entidade conjunta assim que a compra do Credit for concluída. Depois do colapso do Credit Suisse, em março, o governo suíço intermediou a compra da instituição pelo UBS.

O gigante suíço disse que o fechamento legal da aquisição é esperado nas próximas semanas, e a entidade combinada operará como um “grupo bancário consolidado”.

FTSE 100 (Reino Unido), -0,31%
DAX (Alemanha), -0,21%
CAC 40 (França), -0,62%
FTSE MIB (Itália), -0,41%
STOXX 600, -0,51%

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam no campo negativo nesta manhã, revertendo parte dos ganhos da véspera, com investidores também à espera dos dados de inflação ao consumidor de abril e repercutindo as falas da secretária do Tesouro dos EUA.

Dow Jones Futuro (EUA), -0,33%
S&P 500 Futuro (EUA), -0,34%
Nasdaq Futuro (EUA), -0,43%

Ásia

Grande parte das bolsas da Ásia fecharam o dia no vermelho, exceto o índice Nikkei, da Bolsa do Japão. Os investidores repercutiram os dados comerciais da China, que incluíam um declínio nas importações de 1,4% e um crescimento lento das exportações de 8,5%.

As exportações da China cresceram 8,5% na comparação anual em abril, marcando o segundo mês consecutivo de crescimento depois que a economia registrou um salto surpreendente de 14,8% em março, mostraram dados do governo. Já as importações caíram 7,9% no mês.

Embora tenham vindo acima das expectativas do mercado, as informações acenderam o sinal amarelo dos investidores, que colocam dúvidas sobre a força da retomada econômica do gigante asiático.

Shanghai SE (China), -1,10%
Nikkei (Japão), +1,01%
Hang Seng Index (Hong Kong), -2,12%
Kospi (Coreia do Sul), -0,13%
ASX 200 (Austrália), -0,17%

Petróleo

Os preços do petróleo operam com baixa, apagando parte dos ganhos registrados nas duas sessões anteriores, enquanto o mercado permanece cauteloso antes dos números da inflação dos EUA em abril.

Petróleo WTI, -1,03%, a US$ 72,41 o barril
Petróleo Brent, -1,01%, a US$ 76,23 o barril

Agenda

Na agenda econômica dos EUA, a atenção dos agentes do mercado financeiro estará nos discursos do membros do Fed Philip Jefferson e John Williams.

Por aqui, no Brasil, o mercado repercute a confirmação, por parte do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), dos dois nomes que serão indicados pelo governo para as primeiras vagas abertas no Banco Central na atual gestão: o secretário-executivo, Gabriel Galípolo, para a diretoria de Política Monetária, e o servidor Ailton Aquino dos Santos, para a diretoria de Fiscalização. No pauta econômica, a atenção do mercado estará voltada à divulgação da ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que manteve a Selic em 13,75% ao ano pela sexta vez seguida.

Redação ICL Economia
Com informações das agências de notícias e InfoMoney

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